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Baderna no porto

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Desagradável cena mais uma vez se repete em Maceió: turistas que premiam nossa capital com suas visitas são desrespeitados e prejudicados por um grupamento de antiprofissionais de táxi. Novamente, o motivo dessa ação contra o turismo em Alagoas é desprovido de quaisquer fundamentos: querem, os autores do tumulto, que os turistas desembarcados no Porto de Jaraguá sejam obrigados a contratar os serviços de seus táxis, veículos esses aquartelados, em fila indiana, à entrada da área portuária. É o monopólio à força, no grito. A exigência dos tumultuadores, pura e simples, é que, ao saltarem dos transatlânticos não reste aos turistas outra alternativa senão submeterem-se ao voraz cardume de motoristas antecipadamente postados à porta do porto. Anteontem, essa triste realidade alcançou seu paroxismo com o impedimento da saída de ônibus especialmente fretados para o traslado turístico. Uma acinte. Cerceados em seu direito de ir e vir, centenas de turistas viram-se manietados sob uma espécie de ditadura da baderna. E o que é pior, nenhuma autoridade acudiu aos vitimados pela força bruta do truste do volante. Os poderes públicos alagoanos não podem permitir a continuidade desse tipo de agressão aos turistas. De antemão, sabe-se quando e quantos transatlânticos atracarão no Porto de Jaraguá e de tal forma é pública e notória essa informação que a fileira de taxis à espera dos incautos turistas já antecipa o problema muito antes dos navios de passageiros aparecerem ao largo da enseada. Cabe às autoridades constituídas ações preventivas destinadas a garantir a livre concorrência, e, o mais importante, assegurar aos turistas o elementar direito constitucional de ir e vir. Aos baderneiros, à lei. Impune, esse tipo de bagunça multiplicar-se-á como um tumor maligno contra a cidadania e a economia alagoana.

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