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O anivers�rio do Pinto da Madrugada

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Quando despretensiosamente resolvemos criar um bloco de carnaval, mas tendo como modelo o grandioso Galo da Madrugada do Recife,nos dirigimos para conversar com a sua diretoria e também convidá-la para a cerimônia de batizado; segundo o Guiness, o Galo já era então o maior bloco de carnaval do Mundo. Através de amigos comuns chegamos ao ex-ministro e folião Gustavo Krause, dele ao Enéias Freire, fundador e presidente do Galo, por quem fomos recebidos calorosamente. Durante a conversa, onde garantiu a sua presença no batizado, ligamos para o Edécio Lopes, que nos pôs direto no ar em seu saudoso programa de rádio. Trouxemos algumas camisas do Galo, uma das quais levamos ao Edécio, que extremamente emotivo, chorou ao recebê-la. O batizado foi a primeira grande interação do bloco com a comunidade. Realizado dentro das mais rigorosas tradições de Momo, ao som do frevo da orquestra Vulcão da Polícia Militar, contou com um espetacular grupo de passistas de Recife e o estandarte do Galo da Madrugada ? o frevo retornou gloriosamente às nossas ruas, de onde, aliás, nunca deveria ter saído. O primeiro desfile realizado no sábado prévio ao Zé Pereira, tradição que se mantém desde então, o bloco saiu com mais de 5 mil entusiasmados foliões. Para abastecê-los, a Vulcão precisou do apoio da orquestra do maestro Manezinho. Grande foi a empolgação dos foliões no desfile que terminou sem uma única ocorrência de violência, marca consagrada do Pinto. No último desfile em 2009 tivemos mais de 90.000 foliões, em 2010, esperamos ultrapassar os 100.000 foliões e certamente ocorrerá com muita alegria, muita paz e tranquilidade. Para ir esquentando as turbinas, depois criamos três prévias: o Réveillon; o Mungunzá e o Aniversário, no qual homenageamos aqueles que mais contribuíram com o carnaval alagoano lhes outorgando a Comenda da Ordem do Pinto da Madrugada. No último Mungunzá, enquanto o próprio governador Teotonio Vilela misturava-se aos foliões, servia o acepipe aos populares e o frevo imperava, no caminhão de lixo que passava pelo local os garis, atrelados ao mesmo, equilibravam-se como malabaristas de circo e faziam um passo entusiasmado. Neste domingo, 31 de janeiro, comemoraremos dez anos do Pinto da Madrugada, no mesmo local onde nasceu e foi batizado, com a banda Vulcão da Polícia Militar, o coral e os seus muitos foliões. Enfim, o carnaval sem cordas, sem discriminações ou separações sociais voltou às ruas de Maceió, com a mais pura espontaneidade, imensa confraternização e sem violência. (*) É médico e professor da Uncisal.

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