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Planejar... para brincar

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Tudo na vida para dar certo ou ser melhor, deve ter um planejamento. Uma organização prévia, pensada, calculada e orquestrada, de forma a garantir maior proveito e melhor resultado. Pois bem, essa regra básica, vale inclusive para o Carnaval. Isso mesmo: para que se brinque o Carnaval com maior segurança, para que se cumpram os horários preestabelecidos, a ordem de desfilantes, é preciso planejar. Esse planejamento permite que a Polícia Militar venha a calcular, com a antecedência devida, seu aparato e efetivo, suficiente para garantir a paz e a tranquilidade de todos os foliões do Carnaval. E como organizar um evento como o pré-carnaval de Maceió, que ocupa toda a extensão da nossa orla de Pajuçara e Ponta Verde, das sete da manhã às sete da noite? Somente planejando, e nesse caso, com uma importante característica: um planejamento participativo, onde todos os envolvidos estejam antecipadamente colaborando. Todos os órgãos estaduais e municipais relacionados com a festa fazem reuniões, internas e/ou com a participação dos blocos que, em observância ao que prevê a lei municipal no seu código de posturas, tenham dado entrada com sua solicitação para desfile 30 dias antes do evento. O Ministério Público também participa desse planejamento, convoca todos os órgãos envolvidos, bem como os blocos que detêm a autorização oficial da SMCCU, órgão oficial do município, único que tem o poder de liberar o evento, para que assinem um TAC, Termo de Ajuste de Conduta. E assim foi o planejamento para o Carnaval 2010, tendo ocorrido no dia 26 de janeiro deste ano uma reunião em que participaram representantes do Estado, do município, do Ministério Público e dos três blocos que tradicionalmente promovem seus desfiles na orla de Pajuçara no sábado antes do Carnaval: Pinto da Madruga, Turma da Rolinha e Pecinhas de Maceió. Todos os detalhes necessários à realização foram discutidos pelos participantes, as atribuições, responsabilidades e restrições foram postas para que todos pudessem colaborativamente garantir a realização de um evento que já é tradicional em nossa cidade. Como resultado, foi assinado um documento como forma de validar o planejamento. Todavia, esse esforço corre atualmente um sério risco de ser desrespeitado. Pois, contra todo esse esforço organizador, existem os que, desdenhando esse processo cidadão, descumprem as normas estabelecidas e, por conta própria, anuncia que desfilam como bem quiserem e, mesmo sem autorização dos órgãos responsáveis. E a ameaça do uso de liminares, em cima da hora do desfile, consiste na desmoralização de todas essas instituições, que no Ministério Público, assinaram documento assumindo compromissos, baseados na negativa de autorização sustentada pela SMCCU. (*) É administrador de empresas e carnavalesco.

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