Opinião
As d�divas brasileiras socorrem meio mundo
É realmente intrigante a maneira como o nosso presidente está usando o dinheiro do País, ou melhor, o dinheiro dos impostos pagos com o suor de nosso rosto, em dádivas para alguns países num gesto de caridade excessiva, quando o Brasil está devendo milhões e as necessidades de seu povo são as mais angustiantes. Nunca o governo tem recursos para atendê-las. Os milhões que já remeteu ao Haiti superaram as ajudas das nações europeias e agora resolveu ser o samaritano da África. Enquanto isso as vítimas das enchentes do sudeste brasileiro e das catástrofes de Angra dos Reis não receberam um só real do governo, e nem sequer Lula se deu ao trabalho de visitar as vítimas da tragédia. O problema é que o caro chefe pretende uma cadeira na ONU e com essas atitudes quer impressionar os países que fazem parte da organização. A situação do Haiti é terrível, mas a condição de nossas vítimas, também o é. E só tem os compatriotas para ajudá-los, por sinal é admirável a solidariedade da iniciativa privada brasileira, pois que do governo nenhum socorro surgiu. As necessidades de todas as atividades públicas em nosso País são gritantes: a saúde é uma lástima; a educação uma vergonha; nossas forças armadas não dispõem dos artefatos necessários para cumprirem sua gestão; as polícias são mal estruturadas e mal remuneradas; as estradas estão se desmanchando; tudo por falta de recursos. Nunca existe dinheiro para sanar esses males que afetam de forma tão danosa o desenvolvimento de nosso País. Mas para os gestos de solidariedade determinados pelos interesses do presidente, ficamos atônitos com tanta fartura! Não há constrangimento em esbanjar nossas economias quando as instâncias são do empenho do chefe. Agora mesmo quantos milhões têm sido despendidos na indenização de acontecimentos passados durante a ditadura militar? Fatos antigos, ocorridos em represália às atitudes políticas dos revoltosos, quando a violência no País é um problema atual que inquieta todos os cidadãos e tem sido relegado ao pouco caso do poder público, alegando sempre a falta de meios para combatê-lo. Só neste começo de ano 68 pessoas já foram mortas, a maioria completamente inocente. Não que eu deixe de lastimar as famílias que perderam seus entes queridos, mas nunca soube que os parentes dos milhares de mortos, vítimas dos governos comunistas do mundo, tenham sido, em qualquer ocasião, ressarcidos por tal acontecimento. A violência que tomou conta do País, no momento, é muito mais importante. É um incômodo atual, presente em todos os lugares, em qualquer hora, atinge qualquer pessoa. É necessário que o governo seja mais objetivo ao gastar os recursos do País. O povo que paga impostos extorsivos por tudo que ganha e que consome, tem o direito de viver e de trabalhar em paz! (*) É membro da Academia Alagoana de Letras.