Opinião
Plant�o ineficiente
Ao reconhecer os índices alarmantes da violência em Alagoas, o delegado-geral da Polícia Civil sinaliza aos cidadãos que as autoridades começam a perceber algo que a população já sente na pele há muito tempo: o avassalador avanço do banditismo em nosso Estado. Reconhecer a gravidade da situação é o primeiro passo para que medidas apropriadas, como respostas a esse agravamento, venham a ser tomadas. Em bom momento, a questão dos horários de funcionamento das delegacias está sendo revisto. E é bom que seja dito que não apenas os policiais precisam de uma revisão na política de ?plantões?, mas outros segmentos essenciais, como o da saúde (mui particularmente urgência e emergência) precisa de novas práticas. É injustificável o plantão de 24 horas. Em primeiro lugar, tal jornada não se explica em função da própria capacidade humana de estar de prontidão, e, mais que isso, em regime de trabalho estressante por tamanho espaço de tempo. Por outro lado, a arrumação ?24 horas de trabalho por 72 horas de descanso? é um convite ao ?bico?, o que termina por levar a alguns dedicarem o que seriam as horas de descanso em trabalhos ?complementares?, deteriorando a própria saúde e, especialmente, comprometendo a qualidade do serviço prestado ao público. Ter os postos policiais abertos, em pleno funcionamento, em tempo integral, é uma necessidade básica da população. É uma ótima notícia a modificação das jornadas de trabalho, resultando no fim da famigerada e ineficiente política dos ?plantões de 24 horas?. Quem tem de ficar de plantão por 24 horas é o posto de polícia e não o agente policial. Este deve usufruir do revezamento, num intervalo de tempo civilizado, contanto que possa, de fato, descansar e trabalhar ? diariamente ? em condições adequadas. Que este bom exemplo possa ser seguido noutras áreas essenciais.