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Opinião

Baixas do carnaval

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Através de balanço divulgado ontem, a Secretaria de Defesa Social informou e avaliou as ocorrências policiais registradas oficialmente durante o carnaval deste ano. Pela particularidade típica do período, tais números merecem redobrada atenção. Conforme indicado pelos números, o carnaval alagoano em 2010 superou o mesmo período do ano passado em assassinatos, sendo contabilizados 29 óbitos contra 22 no ano passado. O total de flagrantes, em termos gerais, pulou em 54,79% (naturalmente considerado um avanço pelas autoridades policiais). Mas, pelo menos até o fechamento deste editorial, não havia sido fornecido o percentual de prisões em flagrante para os homicidas, dado essencial numa análise mais consubstanciada sobre a eficiência policial. A diferença de sete homicídios entre 2009 e 2010 pode ter diversas leituras, mas em todas elas é indispensável a interpretação do lido como uma realidade de gravidade, não só em relação ao período momesco, mas em consideração ao alto número, desgraçadamente usual, de assassinatos cometidos em Alagoas. Segundo dados divulgados no começo deste ano, 2009, infelizmente, no ranking dos homicídios, ficou marcado pela presença de Alagoas no topo da lista dos assassinatos, com uma marca de 64 mortes violentas para cada 100 mil habitantes, num total de 1.959 homicídios no ano passado, o que perfaz a tenebrosa média de 5,36 assassinatos por dia em nosso Estado. Como as contas da polícia alagoana somam os homicídios ocorridos entre sexta-feira e 8 horas da Quarta-feira de Cinzas (quatro dias e um terço, portanto), temos aqui a média de 6,69 mortes violentas diárias. A pergunta que não pode calar é a seguinte: este é um resultado positivo? Lamentavelmente, ao contrário da verve popular, não poderá ser dito que ?entre mortos e feridos, salvaram-se todos?.

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