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Opinião

Contra as gangues

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Medida apropriada como resposta às crescentes ocorrências de vandalismo e violência por parte das gangues que se infiltram entre as torcidas de futebol, a proibição da comercialização de bebidas nas áreas em torno dos estádios precisa ser rigorosamente aplicada. Além desta, outras ações são igualmente necessárias para enfrentar de forma adequada essa tendência antissocial. Expandindo-se para além das torcidas dos times de futebol, a propensão para a ocorrência de atos violentos de vândalos travestidos de torcedores ameaça outras tantas áreas de competição, como pôde ser verificado nos momentos posteriores à divulgação dos resultados do desfile das escolas de samba em São Paulo. Até pelo crescimento da população e por sua natural correspondência no número dos integrantes dessas torcidas (organizadas ou não), essa inclinação à violência grupal deve ser levada em conta com a devida preocupação. Assim, todas as medidas que possam contribuir devem ser bem-vindas. Uma das políticas que tem produzido resultados mais eficientes é a que usa, corretamente, a moderna tecnologia. É o caso das câmeras que têm registrado a movimentação desses baderneiros e, a partir desse acompanhamento em tempo real, possibilita uma ação mais rápida e corretamente direcionada das forças policiais e, no momento seguinte, através do testemunho das imagens gravadas, fornece as condições para a identificação dos responsáveis pelos atos de banditismo. Conjugar medidas preventivas com repressivas é a solução para esse tipo de problema. Como prevenção vale medidas como a proibição de bebidas, mas a adrenalina e a sensação de impunidade podem anular os benefícios da abstemia. Daí, o complemento indispensável é a identificação e consequente punição dos vândalos (e aí a tecnologia joga numa posição de craque).

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