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De novo, a dengue

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Como em todo verão nos últimos anos, acende-se o sinal de alerta para as ocorrências da dengue no Brasil. Em Alagoas não é diferente. Segundo os números oficialmente registrados pela Secretaria Estadual da Saúde em Alagoas, no intervalo de tempo compreendido entre 1º de janeiro a 15 de fevereiro deste ano, foram assinalados 717 casos de dengue em nosso Estado. Em idêntico período de 2009, registraram-se 415 ocorrências da mesma infecção. Sofremos, portanto, um aumento de 72,7% no número de alcançados pela doença. É um problema e tanto. Tamanho crescimento dos casos de dengue não pode ser ignorado, nem mesmo menosprezado. É público e notório que a infecção do dengue, em sua forma hemorrágica, pode causar óbito. Mesmo em suas manifestações mais simples, a doença causa grandes transtornos a quem tem a infelicidade de ser contaminado. Há muito tempo a ciência identificou todo o ciclo da doença. É uma infecção produzida por vírus, esse, por sua vez, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. O que nos falta para encetarmos um combate mais eficiente ao dengue? Com seu vetor perfeitamente ?ponteado?, as ocorrências da doença deveriam ser reduzidas ano a ano, como produto da intervenção organizada e diligente do ser humano contra o habitat do transmissor. Uma das explicações aponta para a recorrente questão da insuficiência de verbas. Culpa do governo. Outra motivação para o crescimento dos casos de dengue está relacionada com as dificuldades interpostas por parte da população ao trabalho dos agentes de saúde. A prepotência e a ignorância casam-se neste desserviço, que, ano após ano, pode ser conferido pelo número de imóveis que dificultam o acesso das equipes. De piscinas malcuidadas a pneus velhos, de ricos a pobres, a estupidez humana é o grande aliado da dengue.

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