Opinião
Senador Rui Palmeira, um exemplo de vida
No próximo dia 2 de março, com missa a ser celebrada às 19 horas em nossa Catedral Metropolitana, os descendentes, os amigos e os admiradores de Rui Palmeira darão início ao ciclo de reverências e homenagens em sua memória, com o qual celebraremos o transcurso de seu centenário. Em 3 de maio, por iniciativa da bancada alagoana no Senado da República, será dedicada sessão solene a Rui Palmeira, como justo tributo a quem honrou aquela Casa do Congresso e a quem a ela pertenceu durante 13 anos, sendo dela 1º vice-presidente. Atuação louvável após ter também integrado a Câmara dos Deputados, parlamento ao qual pertenceu em duas legislaturas, além de ter sido Constituinte na Assembleia Nacional de 1946. Para sua família, as homenagens programadas serão momentos de gratidão, de afeto e de evocação das lembranças que dele guardamos e que nunca se arrefeceram em nossa memória e em nossas orações. Para os que o conheceram e partilharam de sua amizade, será o ensejo para cultuarem o cidadão íntegro, prestante e dedicado, com a retidão de caráter que ornou sua vida pública e fez dele um parlamentar voltado para a defesa dos ideais que sempre cultuou, das causas sociais que defendeu, com a palavra e a ação. A firmeza que se escondia sob a aparência de um homem sereno, cordato, educado e atento às necessidades de sua gente e de seu país poderá ser rememorada como a do pioneiro e idealista que liderou a fundação da primeira usina cooperativa da América Latina, fruto de seu espírito empreendedor e entusiasta da ação coletiva como forma de organização social. Por trás da serenidade, da firmeza e do equilíbrio que foram apanágio de sua personalidade, pulsavam o coração de alguém devotado às causas em que acreditava, em nome das quais se lançou à vida pública desde que se formou advogado pela notória Faculdade de Direito do Recife. Militante da União Democrática Nacional (UDN), o partido de oposição que se formou para participar da redemocratização durante o fim do Estado Novo em 1945 e da reconstrução democrática do País a partir de 1946, foi fiel às ideias que defendeu e à militância política a que se dedicou. Exercício de cidadão numa época em que a política, mais do que um instrumento de ascensão de ambições pessoais, era considerada um ministério de civismo e de devotamento à causa pública. Sua família aproveita a passagem de seu centenário para exortar a quantos o conheceram e aos que, mesmo não o conhecendo pessoalmente em seus breves 58 anos de vida, ouviram dele falar, para que juntos partilhemos do tributo à sua memória e da homenagem a uma vida edificante de que Alagoas e o Brasil podem se orgulhar. (*) É ex-governador de Alagoas, ex-senador e ministro aposentado do Tribunal de Contas da União (TCU).