Opinião
A indissolubilidade matrimonial
A Igreja Católica Apostólica Romana é pioneira e exclusiva de todo cristianismo em defender a preservação da indissolubilidade do casamento, por entender ser o mesmo pedra fundamental da família. Os doutores e teólogos ao longo dos séculos não só se preocuparam com os assuntos alusivos à religião, todavia labutaram pelas causas sociais na defesa do bem-estar e comum dos homens e mulheres, bem como na preservação dos direitos humanos. As Encíclicas Regum Novarem e Mater et Magister editadas respectivamente, por Leão 13 e João 23 testificaram a preocupação da igreja com a criatura humana. É bem verdade que o famigerado Tribunal da Santa Inquisição muitíssimo prejudicou a humanidade, mas os avanços da Igreja Romana têm contribuído para banir as reminiscências maléficas impostas por aquele Tribunal que acarretou consequências desastrosas morais e físicas aos adeptos do catolicismo que se posicionavam contra a determinadas normas ou dogmas do Vaticano. Na condição de profissional liberal, e, na busca da verdade dos fatos históricos e religiosos que sempre abordamos nos nossos despretensiosos artigos, vimos parabenizar e enaltecer o Catolicismo no Brasil, quando em 1977 antes da aprovação da emenda constitucional nº 09, datada 28/06/77, regulamentada pela lei 6.515 de 26 de dezembro do mesmo ano, não se curvou diante das pressões e comoções populares daqueles não católicos para a introdução do divórcio na sociedade brasileira e até hoje permanece fiel às ordenanças sagradas da bíblia que assim se expressa: o que Deus uniu, não pode e nem deve o homem separar. Tal postura não ocorre com as igrejas separadas, pois celebram a renovação de novos matrimônios, desde que haja conclusão do processo regular do divórcio. Entendemos, que o desencontro de interpretação e a sua aplicabilidade com relação ao título deste artigo, muito tenha haver com o tempo e com a atual conjuntura. Acreditamos, que no amanhã, que não tardará muito a chegar, questão unicamente de tempo, a Igreja Católica Romana abolirá a indissolubilidade do casamento, da mesma maneira o celibato, porque certas atitudes e procedimentos são resultantes de uma época. Nos dias presentes com o surgimento da informática e da própria cibernética, consideradas ondas gigantescas que divulgam rapidamente no planeta as notícias mais diversificadas, certamente contribuirão para que desapareçam fatos do passado não mais concebíveis para o mundo moderno. O exemplo maior de todos esses progressos está demonstrado na ida do homem à lua que rompendo as incógnitas do Infinito atingiu o clímax da sua imaginação. Quem diria que a nossa inteligência chegasse a entender que o ser humano um dia pisasse no território lunar, onde se tinha apenas conhecimento de uma imagem simbólica de um soldado romano devidamente equipado com as suas armaduras montado em um cavalo branco. Hoje é uma realidade que o homem saiu da órbita terrestre e conquistou outro planeta. Mais aventuras científicas a humanidade conhecerá no porvir. As gerações futuras assistirão.. (*) É advogado, bel. em História e membro da Associação Alagoana de Imprensa ([email protected]).