Opinião
Hora da inclus�o
Duplo problema foi exposto pelo fechamento de centros de inclusão digital em Alagoas. Em primeiro lugar, mais alagoanos continuam à margem de uma ferramenta essencial para a inclusão social; em segundo, mais uma vez, dinheiro público é desperdiçado. Conforme noticiado em nossa edição de sexta-feira, centros de inclusão digital localizados nos municípios de Japaratinga, Campestre, Matriz do Camaragibe, Porto Calvo e São Luís do Quitunde encontram-se abandonados à própria sorte. Emparedados pela incompetência e inação de autointitulados agentes públicos, valiosos equipamentos, muitos dos quais ainda encaixotados, deterioram-se sem uso. Porém, se os equipamentos ainda não foram afanados pelos ladrões pé-de-chinelo, é insuportável a sensação de que nós, os contribuintes, fomos assaltados (sem nem sentir, até ler a reportagem). Levaram nosso suado dinheiro em mais uma operação de gatunagem contra o erário, e, o mais grave: nem mesmo podemos dizer se é pior ter o nosso dinheiro simplesmente jogado fora ou surrupiado para o bolso de algum punguista de plantão. Além do nosso dinheiro que está se perdendo, comido pelo tempo, dói ter a certeza de que o uso dos equipamentos hoje abandonados seria de grande utilidade como ferramenta essencial no processo de inclusão social. Como se sabe, no mundo contemporâneo, inclusão digital é muito mais que lazer. Incluir-se no mundo informatizado é o primeiro passo para a inclusão social. Saber operar um computador, hoje, é saber operar uma ferramenta de mil e uma utilidades. Felizmente, os equipamentos, apesar de abandonados, não foram roubados. Temos chance de revitalizar esses centros de inclusão digital; mesmo com atraso, milhares de alagoanos poderão ser incluídos no viver contemporâneo. Por que não fazê-lo?