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Opinião

Mar�, e in�pcia, alta

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Como sempre se soube, as margens de rios, lagoas e até as praias, são áreas dinâmicas em sua relação água/terra. Quem deseja edificar algo nesses perímetros deve ter plena consciência de que a terra firme de hoje pode estar coberta d?água amanhã, assim como certamente esteve submersa ontem. Construir nos limites entre as águas e a terra firme não é risco. É temeridade e/ou irresponsabilidade, pois certo é que a variação do volume d?água, mais cedo um mais tarde, mudará o cenário. Nada de estranho acontece quando as águas ocupam uma área maior de terra em regiões como as dos canais e lagoas. É a Natureza, dinâmica, viva. A chamada ?subida da maré? que tanto aflige moradores das paradisíacas Barra Nova, Ilha de Santa Rita, Massagueira e outras localidades lacustres, sequer pode ser chamada de ?intempérie?, muito menos de ?catástrofe?. O que lá acontece é tão somente o pulsar na Natureza com a variação do volume d?água redesenhando, ecologicamente, os limites elásticos entre a terra firme e as marolas salobras. É pura ignorância investir em construções à beira d?água nessas áreas. A não ser que seja palafita, solução milenar praticadas pelos nativos de todas os perímetros alagáveis no mundo inteiro. Cobrar ações do poder público? Sim! As autoridades jamais deveriam ter permitido a construção de tamanhas irregularidades, assim como os órgãos competentes deveriam estar com seus fiscais de calças arregaçadas, pés na lama, a impedir que anárquicos e atabalhoados ?muros de contenção? proliferem como ervas daninhas. Sem planejamento, esses malfadados ?muros de contenção? em sendo reafirmações da inépcia humana, redundam em maiores prejuízos aos lépidos construtores, causando novos danos à natureza. É hora da autoridade constituída intervir contra todos esses estorvos ecológicos.

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