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A direção da Polícia Civil criticou em nota oficial a cobertura da Gazeta sobre o caso dos policiais que prenderam uma gerente de cinemas, na tarde de segunda-feira. Ao tentar explicar o abuso de autoridade, a nota diz que a reportagem foi tendenciosa e que a ação teria sido posta em prática depois de uma requisição do Ministério Público. Não é verdade. Como explica reportagem nesta edição, em momento algum o Gecoc (Grupo de Combate às Organizações Criminosas), do MP, solicitou uma batida nos cinemas do novo shopping. O que existiu foi um relatório produzido por um policial civil, que presta serviço ao Gecoc, que chegou ao conhecimento dos promotores somente ontem, um dia depois do lamentável episódio. A instituição policial é uma esfera vital para uma sociedade em equilíbrio. Merece respeito de todos, além de apoio para ter as condições necessárias à sua tarefa ? digna e coletiva. A expressão ?banda podre? ficou famosa há alguns anos no Brasil. Alguém assim se manifestou depois de denúncias contra policiais do Rio de Janeiro. Desde então, a referência retorna sempre que ocorrem denúncias contra atos praticados por agentes que deveriam atuar em nome da lei, mas assim não o fazem. A banda podre, se existe, é uma minoria. As polícias têm em seus quadros, na sua maioria esmagadora, profissionais que trabalham com decência e coragem, dentro dos estritos limites da legalidade. Cabe aos gestores, valorizar a grande maioria, e combater sem tréguas a minoria que age como se legitimasse o conceito de uma banda apodrecida. Infelizmente, a nota da Polícia Civil resvala na intimidação e mergulha na aventura de insinuações tolas sobre suposto interesse secreto, em ano eleitoral. Bobagem. Nossa cobertura do caso se atém aos fatos, sem medo de reações corporativas.

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