Opinião
Quadro da educa��o
Na edição de ontem, com chamada ilustrada na primeira página, publicamos mais uma matéria suficientemente detalhada sobre um dos mais graves e antigos problemas do País. Especialmente do nosso Estado. Referimo-nos às péssimas condições das estruturas e dos equipamentos de considerável quantidades de unidades de ensino na capital e em outras localidades do Estado. Nos últimos anos, passaram a ser frequentes até protestos em vias públicas, promovidos por pais de alunos, pelos próprios estudantes e lideranças comunitárias, contra a demora das providências dos chamados órgãos competentes para esta realidade lastimável em todos os aspectos. Principalmente por sermos um dos Estados que estão na relação dos detentores dos piores indicadores no que diz respeito à educação. As alterações para melhor do quadro que Alagoas vem expondo no tocante ao ensino, sobretudo à expressiva parcela das crianças e adolescentes, devem ser providenciadas em tempo de contribuirmos para o bom êxito dos esforços das pessoas que ainda se preocupam para evitar o pior. Se não existissem casos como esses, o Brasil não chegaria neste século na 76ª posição no relatório ?Educação para Todos em 2015: alcançaremos a meta??, da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) atrás, por exemplo, da Bolívia, do Paraguai e do Equador. Nem outros dados, como os da mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnda) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrariam que, só no grupo dos 15 aos 17 anos, apenas 47% das pessoas do sexo masculino cursam a série indicada para a sua idade. E em relação aos índices de escolaridade, na faixa etária dos 15 aos 19 anos, 41% dos homens com menos de oito anos de estudo.