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Aposta na educa��o

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Estudo divulgado ontem pelo próprio Ministério da Educação mostra a necessidade de maiores investimentos no setor, quando informa que, em 2008, os gastos com o ensino público foram de 4,7% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Houve, então, um crescimento de apenas 0,2% em comparação com 2007. Entre 2000 e 2008, o percentual passou de 3,9% para 4,7%, com alguns períodos de estabilidade e queda. Estes e outros números constam de uma matéria produzida pela Agência Brasil. De acordo com ela, o total dos recursos aplicados por um País em educação proporcionalmente ao PIB é um parâmetro utilizado internacionalmente para aferir os investimentos na área. E que até o fim do atual governo, a meta é atingir 5% do PIB, menos do que a média do que é aplicado em países desenvolvidos (6%) e quando o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) recomenda que o Brasil aplique 8% do PIB neste mesmo campo. O anúncio de tais indicadores é dos mais oportunos por vários fatores. Um deles: a necessidade de maiores atenções no tocante aos serviços educacionais com o dinheiro do contribuinte será um dos temas discutidos já na Conferência Nacional de Educação (Conae) prevista para abril próximo. No evento, deverão ser traçadas as diretrizes para mais um Plano Nacional de Educação. Justamente no momento em que crescem no País as reações de parcelas significativas da população contra as diversas formas de desperdício e de corrupção com as verbas públicas. Esperamos que o novo PNE, que norteará a educação no País por dez anos (2011-2020) corresponda aos desejos de seus idealizadores, como a erradicação do analfabetismo no País de 14 milhões de analfabetos. Todos concordam que está no ensino, numa educação de alto nível, a força essencial para o desenvolvimento de um povo.

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