Opinião
Elei��o e desafios
Presidentes, corregedores, outras autoridades dos órgãos da Justiça Eleitoral de todo o País, com seus respectivos representantes nos setores de comunicação social e informática, participam, em Brasília, de um encontro com propostas e debates para as eleições de outubro. Promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o evento termina hoje já com a definição das resoluções e estratégias com vistas à nova festa da democracia que teremos e participaremos em 3 de outubro sob as renovadas esperanças da Nação. Sempre necessitamos de decisões suficientemente rigorosas e abrangentes nesta área. De cada vez mais fortalecidas e contínuas campanhas educativas e de conscientização voltadas para a erradicação das causas e efeitos de males à população geral decorrentes de antigas, crônicas e modernas práticas de abusos como a comercialização de votos e outras formas de corrupção mantidas mediante o uso do dinheiro. O Brasil precisa que todos os seus cidadãos se conscientizem da importância da sua participação a fim de passar a ser ainda mais respeitado por avançar em relação às elaborações e debates das normas legais. Especialmente no âmbito da Justiça Eleitoral. Como destacou ontem, na abertura do citado encontro, o presidente do TSE, ministro Ayres Brito, cumpre um papel único no mundo pelo fato de organizar todo o processo eleitoral. Em outros países, segundo ele, o que existe é uma comissão de três a cinco autoridades nomeadas pelo poder executivo com data para se desfazer. A justiça especializada ombreia atividade administrativa e atividade jurisdicional. E ainda há o fato de não existir nada mais gratificante do ponto de vista profissional e cívico do que contribuir para a vitalização desse insuperável princípio de organização estatal e societário que é a democracia; e mais de perto a democracia representativa.