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Cidades a perigo

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Temos informações de que, há 70 anos, o Brasil apresentava-se com 74% de sua população produzindo no campo. Agora, 75% dos brasileiros podem ser encontrados nas cidades, principalmente nas periferias das capitais, sendo que a maioria dessas pessoas vive entre as marginalizadas. Os números não poderiam ser outros se, apesar das evidências de melhorias das condições de favelados em 16% em dez anos, os investimentos para o combate à fome e a miséria não mais fossem insuficientes e aplicados adequadamente. De acordo com um estudo que acaba de ser divulgados pela Organização das Nações Unidas para Habitação. (ONU-Habitat), um quarto dos brasileiros ainda vive em habitações precárias. Até cidades como Goiânia, Fortaleza e Belo Horizonte figuram entre aquelas com maior desigualdade de renda do mundo. Os poderes constituídos, entre os quais a Assembleia Legislativa alagoana, precisam ter mais integrantes empenhados, com as entidades da sociedade civil organizadas na busca de soluções para a exclusão social. E, consequentemente, pode-se buscar soluções também para a extinção dos fatores que agravam, a cada dia, os temores decorrentes do crescimento e da diversificação da criminalidade no Estado. Para que tenhamos uma organização social mais civilizada, é essencial que se cumpram regras elementares de urbanização e controle dos fatores que levam à desagregação nas grandes cidades. Quanto mais o foco se ajustar ao campo social, mais se constatam avanços no combate a mazelas que ainda infestam a vida de milhões de pessoas em diferentes regiões do País. É certo que os caminhos para se alcançar esse patamar de ajuste e bom nível de convivência não são fáceis. Mas com o empenho de quem tem obrigação legal, já se abre uma boa trilha.

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