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O governo marca a semana comemorativa ao Dia Mundial da Água, celebrado pela Organização das Nações Unidas (ONU), ontem, anunciando investimentos ?de pelo menos R$ 40 bilhões para saneamento básico entre 2011 e 2014?, com a execução da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Tomara que as intenções governamentais em relação ao enfrentamento dos desafios, que são graves e crescentes nesta área, sejam executadas após as expectativas geradas em épocas como agora, a menos de dez meses de mais uma eleição geral na vida do povo brasileiro. As soluções para isso, óbvio, seguem dependendo também dos esforços, de ações decisivas, também dos governos estaduais e municipais, dos legisladores com assento no Congresso Nacional, nas Assembleias e nas demais casas legislativas. Um relatório do Programa para o Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep), divulgado ontem, mostra que pelo menos 1,8 bilhão de crianças com menos de 5 anos de idade morrem por ano em decorrência da poluição das águas ? o que representa uma morte a cada 20 segundos. Enquanto isso, o Brasil precisa cumprir a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para saneamento, proposta pela ONU, de reduzir pela metade a proporção da população sem acesso à água e ao esgotamento sanitário até 2015. A Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental informa que 80,9% dos habitantes são beneficiados com água potável, mas apenas 42% têm coleta de esgoto e o índice de tratamento só chega a 32,5%. Para a universalização desses direitos seria ainda necessária a aplicação de algo em torno de R$ 200 bilhões em investimentos. Em 2009, a probabilidade de o Brasil cumprir a meta para abastecimento de água no mesmo ano era de 70%, e a chance real de atingir a meta de esgotamento sanitário era de menos de 30%.

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