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A liberdade em Cuba vive um longo ex�lio

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Cuba é uma ilha. A 16ª maior ilha do mundo. Africanos fazem parte da composição étnica da população residente de Cuba. A população negra é estimada em de 62% a 72% do total. Em 1959, o Exército Rebelde comandado pelo advogado Fidel Alejandro Castro Ruz, como comandante-chefe, após inúmeras e fracassadas tentativas, derrota o governo que administrava o país e rompe com o domínio dos Estados Unidos. 20 de maio de 1902 marca a passagem de Cuba para República. A palavra República vem do latim, ou seja Res publica: coisa pública, do povo. Ésse mesmo povo escolhe seu representante buscando uma representação legítima. Mais dos que os ?brioches? de Maria Antonieta. A República de Cuba geograficamente avizinha-se com a República Negra do Haiti. E como o Haiti, Cuba, mesmo após a independência, ficou 58 anos aprisionada aos Estados Unidos. Pagou seu preço pela alforria. Os Estados Unidos incorporaram à Constituição da nova República um apêndice chamado Emenda Platt. O apêndice, ou seja, a Emenda Platt, tinha um poder soberano: permitia que os Estados Unidos intervisse nos assuntos internos de Cuba. Cuba é uma República Socialista seguindo o modelo marxista-leninista, ou seja, o poder é centralizado em um único partido, de um único jornal, do poder único. Contraditoriamente na acepção ampla da palavra, socialismo é um regime político no qual todas as pessoas têm o mesmo acesso a tudo que é produzido no país, ou seja, a produção é dividida igualmente entre toda a população.O regime castrista tornou Cuba livre dos Estados Unidos e castrou a soberania popular cubana com a cortina de ferro! Segundo Rui Barbosa: ?A República não precisa fazer-se terrível, mas ser amável; não deve perseguir, mas conciliar; não carece de vingar-se, mas de esquecer; não tem que se coser na pele das antigas reações, mas que alargar e consolidar a liberdade?. É negra a maioria dos dissidentes. 85% dos presos comuns nos cárceres cubanos são negros, que como o advogado Fidel Alejandro Castro Ruz, outrora lutou e acreditou na vitória da revolução humana, em Cuba. Negros em Cuba, como em várias partes do planeta, são hóspedes incômodos, enfrentam uma Guerra Fria universal de indiferença. Negros e outros dissidentes em Cuba querem a abolição da contemporânea escravatura através de uma nova revolução. Por acreditar na revolução humana, o ativista pela democracia, o negro Orlando Zapata Tamayo, ?deixou-se morrer?. Segundo Mir: ?As grandes revoluções e os grandes governos exigem uma plêide de homens especiais, que unam o compromisso, a capacidade de interpretação dos problemas nacionais, o sentido prático da política e um compromisso real com o povo?. A liberdade em Cuba vive um longo exílio. (*) É professora, poetiza e escritora.

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