Opinião
Educa��o infantil
Debates como o promovido na Câmara de Vereadores de Maceió, anteontem, devem ser mais frequentes nesta e nas demais casas legislativas deste e em outros Estados. Sobretudo nos países como o nosso, que, já no século 21, ainda tem terríveis dificuldades para ver aplicados os recursos públicos necessários à transformação de deploráveis indicadores em coisas do passado, sempre quando se trata de questões como a do acesso de crianças, jovens e adultos ao ensino. Foi oportuníssima, portanto, a iniciativa realizada na Casa de Mário Guimarães voltada para a educação infantil. Por vários motivos, sendo um deles a certeza de estarmos em um novo ano de eleições. De novas expectativas de mudanças, de programas e projetos, de novidades da parte de governantes e parlamentares, bem como de estreantes na militância da política partidária. Até outubro, mês do próximo comparecimento às urnas, responsáveis e não responsáveis diretos e indiretos pela má aplicação ou desaparecimento de verbas que deveriam servir para a construção, ampliação e recuperação de unidades educacionais e para a melhoria das condições de trabalho de profissionais da educação, no transporte escolar, surgirão com promessas inéditas e mais repetidas. Esperamos que as conclusões das exposições e propostas feitas na mais recente sessão especial ocorrida na Câmara de Maceió sejam incluídas na relação das melhores intenções defendidas e aprovadas já na Conferência Nacional de Educação (Conae), em abril próximo, quando deverão ser traçadas as diretrizes para o próximo Plano Nacional de Educação. Não podemos permanecer entre os mais afetados por graves problemas sociais devido à falta dos investimentos necessários à educação. Como o País onde a eliminação do déficit educacional é considerada um dos maiores desafios de todos os tempos.