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Opinião

Car�ncia resistente

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O programa do atual governo alagoano foi publicado cinco meses antes da posse, ocorrida em janeiro de 2007, já garantindo a focalização da educação como meta prioritária, ?ao lado do turismo, da indústria e da agropecuária?. Ao mesmo tempo, anunciou que este seria alvo de atenções especiais quanto à alocação de recursos orçamentários e humanos. O conjunto de diretrizes menciona o Plano Estadual de Educação aprovado no ano imediatamente anterior, com metas para um período de dez anos. Informa que ele seria objeto de total atenção no sentido da sua execução, principalmente no tocante à melhoria da qualidade do ensino e da infra-estrutura escolar. Mais adiante, aparece como o maior desafio a ser enfrentado pelo mesmo governo, ?comprometido com a melhoria da qualidade de vida?, a superação da distância existente entre o potencial do nosso Estado em vários setores e o baixo desempenho no campo, registrado ao longo dos anos, aprofundando as desigualdades sociais e a violência?. Faltando menos de um ano para o seu encerramento, a administração estadual falta cumprir a uma expressiva quantidade de anúncios que provavelmente não serão concretizados em tão pouco tempo. Não pode ser outro o entendimento de quem vem acompanhando a realidade, os problemas que vêm crescendo, sobretudo na área, não apenas no território alagoano. Porém, o que é mais preocupante tem sido apurado e denunciado, a fim de que as soluções reiteradamente prometidas se tornem reais. Como a situação de caos de muitas unidades educacionais, tanto da rede estadual como das municipais, que vimos nas páginas deste nosso matutino, na edição de domingo último, com alunos assistindo às aulas sentados no chão por causa da não existência de mobiliário apropriado e em número suficiente.

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