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Sal�rio de secret�rio estadual menor do Brasil

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Faz um ano aproximadamente que o governador de Alagoas ao ser entrevistado por um canal de TV local e ao responder a uma pergunta formulada pelo entrevistador com relação ao salário de secretário, afirmou peremptoriamente que o valor pago ao seu secretariado era o menor do País, mas dentre em breve enviaria mensagem à Assembleia Legislativa, no sentido de corrigir essa distorção salarial. Palavras do nosso primeiro mandatário. O tempo passou. Algumas classes foram beneficiadas. Quanto à promessa nada aconteceu, senão dar uma ajuda irrisória aos secretários oriundos de outras terras que aqui prestam seus relevantes serviços à máquina estatal. Com a Lei de Responsabilidade Fiscal, conhecida por LRF, o poder público fica limitado sobretudo para concessão de melhoria salarial. Porém, vale o adágio popular: querer é poder. Que digam os recentes duodécimos majorados para Justiça, MP, Tribunal de Contas e Assembleia Legislativa. De qualquer sorte, aguardaremos parecer quaresmal da PGE. Afinal, estamos vivendo época da quaresma! O chefe do Executivo de Maceió paga ao secretário municipal o valor mensal de R$ 17.000,00; enquanto o mesmo Poder a nível Estadual contempla seu secretariado com R$ 6.600,00 por igual tempo, quase um terço do correspondente ao município maceioense. Parabéns prefeito! Receba os aplausos do nosso povo. Há advogados renomados e até juristas que exerceram e outros, ainda exercem cargos de secretários de Estado pela quantia supra, quando é sabido que esses profissionais em seus escritórios advocatícios percebem aproximadamente honorários acima de R$ 30.000,00 no espaço mínimo de trinta dias. Achamos que seja muita abnegação e amor à terra que os viu nascer, por fazerem tamanho sacrifício. Finalmente, que existe de melhor com as finanças da prefeitura da nossa capital com relação ao Estado de Alagoas? Descobrimos. Lá, jorra ouro e ainda existe o milagre da multiplicação dos pães e peixes. No Estado é o contrário, ao invés de ouro, brota bronze e o milagre até agora não aconteceu. É oportuno aproveitarmos este tempo, fazendo penitências, no sentido que o milagre que ocorre no município em foco chegue a acontecer com a administração do governo alagoano. (*) É advogado, bacharel em História e membro da Associação Alagoana de Imprensa ([email protected]).

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