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Sa�de � deriva

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A população alagoana permanece entre as mais afetadas em todo o País com os problemas decorrentes da má utilização dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Uma das evidências disto foi mostrada pelos veículos de comunicação de massa ao País nesta semana, em reportagens sobre o fechamento do único hospital público em Rio Largo, por falta de médicos para o atendimento à população. Como se já não fossem das mais constrangedoras as frequentes notícias de pacientes com problemas de saúde agravados e até morrendo em consequência das persistentes dificuldades de acesso aos serviços da rede pública de saúde ou de unidades conveniadas ao SUS. Trata-se este de mais um fato revoltante e merecedor de críticas contundentes tal realidade, quando só não deixa de existir dinheiro público para ser utilizado nas diversas formas de corrupção, para admissões sem concurso público e outras finalidades que nada têm a ver com os verdadeiros anseios da coletividade. Alagoas continua na relação das regiões com os piores índices de desenvolvimento humano do mundo. Mais da metade da nossa população permanece na imensa lista dos mais pobres e dos mais miseráveis. É inaceitável qualquer ato ou omissão, seja de quem for, que resulta em obstáculos no acesso a um hospital ou a um ambulatório que só foi construído, equipado e colocando em funcionamento unicamente devido ao empenho de muitos, governantes e trabalhadores da saúde, e o emprego do dinheiro resultante dos esforços do próprio povo. O que acaba de acontecer com o Hospital de Rio Largo, da rede estadual, repercutiu justamente na semana que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga os dados de uma pesquisa mostrando que 77,2% das pessoas que procuram os postos de saúde públicos recebem até um quarto do salário mínimo.

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