Opinião
Desastres naturais
O Brasil ocupou em 2009 o sexto lugar entre os 10 países que mais tiveram desastres naturais no mundo. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), foram dez dessas ocorrências que resultam em danos principalmente irreparáveis, como dezenas e centenas de mortes, de flagelados e desabrigados. Além da destruição de propriedades particulares e de bens públicos, dos incalculáveis gastos com os recursos do erário com ações assistenciais e outros investimentos não apenas emergenciais em recuperação de prédios e de outras obras públicas. Agora é o Rio de Janeiro que enfrenta, em consequência das chuvas, uma das maiores catástrofes da história do País, com quase 200 óbitos. Mas sabemos que em todas as regiões deste país e em outras partes do planeta, as marcas das catástrofes de proporções maiores ou menores das ocorridas nos últimos anos, permanecem como causas de sofrimentos, desesperos e desilusões. É também ocasião de advertências às populações, bem como aos órgãos governamentais, às casas legislativas e às entidades da sociedade civil organizada, a fim de que passem cada vez mais a desenvolver maior quantidade de projetos e programas preventivos. Não são poucas as nossas prefeituras que devem urgentemente organizar as comissões de defesa civil, e as câmaras municipais que precisam voltar suas atenções aos atendimentos das necessidades das respectivas populações. Deve-se cobrar dos governantes o devido empenho para a execução de medidas neste sentido, conscientizando e incentivando as pessoas em relação à própria segurança, a fim de que zelem pelo uso correto dos recursos naturais, do que resta das matas e das fontes de água; que evitem a destruição das barreiras e as construções de moradias nas chamadas áreas de risco, como as encostas. Prevenção é sinal de responsabilidade do gestor público.