loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

A viol�ncia volta �s estradas

Ouvir
Compartilhar

Entre os dias 1º e 4 de abril, feriado de Páscoa, 114 pessoas perderam a vida em acidentes ocorridos nas rodovias federais brasileiras, segundo balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal. O número de mortos impressiona negativamente. Ele é 34% maior do que o registrado durante a Páscoa de 2009, quando 85 pessoas morreram. A quantidade de acidentes e o número de feridos no feriadão da Páscoa também aumentaram comparando-se com o ano passado. Neste ano, foram registrados 2.355 acidentes, contra 1.873 em 2009, um crescimento de 26%. Já o número de feridos passou de 1.144 para 1.431, o que representa um aumento de 25% em apenas um ano. As estatísticas preocupam muito porque, além de crescentes, são reincidentes. O aumento no número de mortes (+13%), de feridos (+7%) e de acidentes (+13%) já havia sido verificado no feriado prolongado do carnaval. Os governos ? federal e estaduais ? precisam se debruçar sobre estes números e tomar providências enérgicas, sobretudo na fiscalização. Há 12 anos o Congresso Nacional produziu uma das mais modernas leis de trânsito. O Código Brasileiro de Trânsito, que trouxe conceitos inovadores, punições mais severas, nascido exatamente do inconformismo da sociedade diante do trânsito mais violento do planeta. Ostentávamos, naquela época, o triste título de campeões mundias de acidentes. À frente do Ministério da Justiça fiz um esforço nacional, envolvendo todos os entes da federação, para regulamentar o Código Brasileiro de Trânsito. Os resultados foram bastante positivos. No primeiro ano de sua implantação, todas as estatísticas caíram abruptamente. Foram poupadas 6 mil vidas, menos 25% de óbitos no ano anterior. Os acidentes foram reduzidos em 73 mil (-22%) e o número de feridos diminuiu em 83 mil (-26%). Outros fatores foram decisivos na mudança das estatísticas. Nós aumentamos os salários da Polícia Rodoviária Federal e reequipamos sua frota de carros e de helicópteros para melhorar a fiscalização nas rodovias brasileiras. De lá para cá o País cresceu e a expansão da economia jogou mais 5 milhões de veículos nas ruas e estradas. O efetivo da Polícia Rodoviária Federal, porém, continuou o mesmo neste período. A mesma quantidade de policiais rodoviários que fiscalizava 54 milhões de veículos agora é responsável por 59 milhões. Não há dúvida que a fiscalização precisa ser reforçada urgentemente, sob o risco de voltarmos à barbárie no trânsito de uma década atrás. Mas precisamos, também, avançar e implantar imediatamente o ensino de trânsito nas escolas brasileiras. (*) É líder da bancada do PMDB no Congresso Nacional.

Relacionadas