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Opinião

Em defesa do desenvolvimento

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Está na memória do povo: quando assumimos o governo de Alagoas, em 1999, herdamos o quadro mais grave no Brasil em termos de desmanche administrativo e financeiro, fruto dos descalabros gerenciais acumulados na década de 90. Basta dizer que aqui se chegou ao cúmulo de atrasar salário de servidor por nove meses. No início do novo milênio, vivíamos momentos dramáticos para retomar o desenvolvimento do Estado. Era preciso superar a estagnação, vencer a falência do setor público e avançar no atendimento à grande maioria dos alagoanos que clamavam pela mão solidária do governo. Diante do quadro de falência fiscal e de descrédito, era inadiável responder aos desafios de mudança e iniciar a construção de uma nova Alagoas. Como não havia em operação uma lei de incentivos fiscais, criamos legislação específica, inclusive com dispositivos em favor das micro e pequenas empresas. Criamos, portanto, os caminhos legais para atrair novos investimentos e gerar empregos ? e num ambiente econômico em que o PIB brasileiro mal alcançava a metade da média aferida atualmente. Demos outro salto de qualidade ao implantarmos os Arranjos Produtivos Locais. Fizemos parceria com o Sebrae e o programa virou referência nacional. São 15 setores beneficiados pelos APLs, como os segmentos ? químico e plástico, sobretudo ? concebidos para impulsionar a instalação de novas unidades industriais no polo multifabril de Marechal Deodoro. A nossa diferença para o atual governo está em compreender a importância do grande investimento, amparado pela lei de incentivos fiscais, sem abdicar de estender a mão ao cidadão do povo, que deseja trabalhar e montar seu modesto negócio e não possui acesso ao crédito, por menor que ele seja. Daí a razão de termos criado o Fundo de Combate à Pobreza e o Banco do Cidadão, relegados ao descaso pela ideologia tucana de gerir de maneira elitista os negócios públicos. Os documentos oficiais atestam: 197.186 postos de trabalho diretos e indiretos foram gerados no nosso governo. Ou criamos diretamente, pelas obras governamentais de construção civil e pelos concursos públicos, ou contribuímos com os diversos segmentos da economia. A agenda do desenvolvimento deve sempre unir todos. No caso do estaleiro Eisa, defendemos também um basta nos entraves, até para fazer justiça a quem não se beneficiou historicamente, como nossa terra, com o eixo industrial concentrado no Sul e Sudeste. (*) É ex-governador de Alagoas.

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