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Opinião

“N�o prevalecer�o”

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Já escrevi sobre o ódio de terminadas correntes de pensamento atual contra o papa Bento XVI. Fora da Igreja, aqueles que defendem a descristianização geral do Ocidente, que trabalham pela secularização da nossa sociedade, pela dissolução da família, a aprovação ampla do aborto, a destruição de qualquer referencial que diferencie os sexos e sua ligação com a geração da vida. Dentro da Igreja, o santo padre tem inimigos ferrenhos: os que pensam o Concílio Vaticano II como uma ruptura com o passado e como um reinício da Igreja num ?novo Pentecostes?, os que desejam o fim do celibato, a liberação do aborto, a ordenação de mulheres, ou seja, uma igrejinha sob medida do mundano, que não conheceu a Cristo nem pode conhecê-lo. Já se tentou de tudo para desacreditar o papa: jogar os muçulmanos contra ele, jogar os judeus, incriminá-lo como irresponsável no combate à aids, denegrir a honra do seu irmão sacerdote. Agora mais uma grave campanha, bem armada, fundada na calúnia e na desinformação. Todos sabem dos casos de pedofilia acontecidos nos EUA nos anos sessenta e setenta por parte de alguns poucos membros do clero. Casos vergonhosos já conhecidos, julgados e elucidados. Houve erro de alguns bispos norte-americanos (e também irlandeses) no modo de conduzi-los. Não por má fé, mas por ilusão de pensar que uma terapia poderia curar a pedofilia, por um conceito errado de caridade, que levou a tolerar mais que o razoável esses padres e por falta de coragem de agir na hora certa com a decisão que a situação requeria. Esses bispos reconheceram seus erros de condução e vários tiveram de renunciar. Em 2001, por inspiração de Ratzinger, Roma estabeleceu regras mais severas, que afastam imediatamente um padre pedófilo. Bento XVI tem sido implacável nesta questão. O que está fazendo certa mídia? Tomando casos antigos e afirmando, de modo absolutamente falso e em pura má-fé, que Ratzinger encobriu padres pedófilos no tempo em que foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Para isso já se inventaram mentiras, já se traduziram de modo torto documentos da Santa Sé, já se distorceu fatos. O que interessa não é a verdade, mas enlamear a honra do santo padre. Bento XVI é totalmente inocente! Homem reto, simples, transparente, enfrenta com serena paciência a nojenta onda de uma mídia sem compromisso algum com a verdade: o alvo é o papa e a Igreja. O objetivo é desmoralizar a voz duma instituição que incomoda tanto! A mãe católica, numa hora dessas, só pode recordar as palavras de Cristo sobre as portas do inferno: elas não prevalecerão contra a sua Igreja. (*) É bispo auxiliar de Aracaju-SE.

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