Opinião
Sem armas
Uma das questões mais importantes no mundo hoje é o debate sobre a proliferação ? ou o combate ? de armas nucelares. É o terreno em que Irã e outras partes do mundo radicais espalham medo. O tema esteve em pauta ontem durante encontros que contaram com os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos. Segundo o noticiário, o presidente americano, Barack Obama, anunciou os pontos centrais acordados pelos representantes de 47 países reunidos em Washington, na cúpula de segurança nuclear. Segundo Obama, os países têm desafios diferentes, mas um interesse comum: construir um mundo mais seguro. Ele agradeceu a presença dos líderes não apenas para dialogar, mas para adotar ações e ?medidas tangíveis? e elaborar ?um plano de ações com medidas específicas?. Segundo Obama, ?graças às medidas que tomamos, os EUA estarão mais protegidos e o mundo será mais seguro?, disse Obama no final do encontro, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e foi qualificado por Obama como ?um dia de progressos sem precedentes?. Segundo o presidente americano, os países concordaram, em unanimidade, que a ameaça terrorista nuclear é ?urgente e séria? e uma das principais ameaças ao mundo atual. Todos os líderes mundiais endossaram a meta de guardar em lugar seguro, dentro de quatro anos, todo material nuclear suscetível de ser utilizada para a construção de armas atômicas. EUA e Rússia concordaram em eliminar 58 toneladas de plutônio, o suficiente para produzir 17 mil armas nucleares. Outro gesto importante, segundo os presidentes, foi o anúncio da Rússia de que o país irá fechar seu último reator nuclear produtor de plutônio. O que todos esperam é que as palavras sejam confirmadas na prática, na vida real, inclusive pelo governo brasileiro.