Opinião
Contra o Brasil
Em mais uma ação coordenada, o MST fechou rodovias e invadiu prefeituras em cidades do interior alagoano. É a reafirmação do uso político do que um dia foi chamado de ?movimento social?. Na verdade, o MST e semelhantes, ao longo dos anos, transformaram-se em braços políticos chefiados por caciques partidários e mobilizados em nome do poder e de dinheiro público. A ameaça ao Estado Democrático de Direito cresceu com a chegada do PT ao governo brasileiro. Infelizmente, o legítimo ato de mobilização na defesa de princípios e na luta pela reforma agrária virou outra coisa bem diferente. O que se viu ontem em Alagoas foram cenas já tradicionais de violação ao direito de ir e vir, a depredação do patrimônio público e a intolerância que ameaça até a integridade física das pessoas. A postura leniente e omissa dos órgãos que deveriam cuidar dessas questões é algo que eleva o grau de absurdo nessa quadra. Nesse ambiente deletério à democracia surge o papel nada exemplar do Incra, que deveria atuar ao lado da lei e da ordem, mas apoia os movimentos na prática de delitos. Enquanto o orgão oficial foge de sua missão para bancar a estrutura daqueles que atentam contra a lei, os segmentos produtivos amargam os prejuízos que, no fim das contas, atingem os brasileiros de um modo geral. O agronegócio brasileiro é um exemplo de eficiência, produção e geração de emprego e renda ? atestam números de institutos como IBGE e Confederação Nacional da Agricultura. É com a produtividade do campo que o País bate recordes sucessivos de safra e pode ostentar resultados positivos na balança comercial. Ainda assim, empresários e produtores rurais são insultados e tratados como marginais por gente do Incra, hoje tomado por militantes políticos, sem compromisso com um Brasil sério.