Opinião
As cat�strofes
No relatório da organização nãogovernamental britânica Oxfam, citado pela BBC, em matéria publicada em abril do ano passado, já constava a informação de que o número de pessoas afetadas por desastres naturais no mundo deve aumentar em mais de 50% até 2015 e atingir a média de 375 milhões de pessoas por ano. Ainda de acordo com a Oxfam, se as projeções estatísticas se confirmarem, os sistemas de apoio humanitário não terão condições de atender todos. Eles poderão ficar sobrecarregados pelo excesso de vítimas de inundações, tempestades e secas. Em qualquer parte do planeta, as pessoas estão sujeitas aos efeitos das catástrofes naturais e artificiais. E entre os fatos como as grandes enchentes e as prolongadas estiagens, que têm ocorrido nos países como o nosso, ou outros fenômenos da natureza causadores de danos em maiores em outras regiões do mundo, não tem faltado tempo não apenas para as populações, mas os organismos públicos e demais instituições se dedicarem à tarefa de reconstrução, bem como promoverem as políticas de prevenção e de conscientização em relação às situações dramáticas cujos resultados terminam sendo imprevisíveis. Com estas informações e advertências, só podemos ver como oportuníssima a reunião realizada anteontem entre a Associação dos Municípios Alagoanos e os representantes da Coordenadoria Estadual e das Coordenadorias Municipais de Defesa Civil, cujo principal objetivo foi a discussão de medidas de precaução para possíveis situações catastróficas. Que esta iniciativa não seja a única e que por ocasião dos próximos debates sobre este tema, sejam cobrados dos governos da União e do Estado os recursos necessários para as obras de infra-estrutura e de melhoria das condições de sobrevivência de centenas de famílias que continuam ocupando as chamadas áreas de risco. É essencial e obrigatório.