Opinião
Combate � pedofilia
Alagoas está no centro do noticiário com o caso da denúncia de abuso sexual em Ararapiraca, envolvendo padres. A história já resultou até em prisão e, de quebra, causou certo conflito entre a CPI da Pedofilia e a Ordem dos Advogados do Brasil no Estado. A OAB alagoana publicou nota na qual diz repudiar atitude da presidência da Comissão, que expulsou um advogado durante a sessão na cidade do interior alagoano. Em outro movimento, o senador Magno Malta, que preside a CPI, fez ontem um relato de sua passagem por Arapiraca para os depoimentos de acusados e testemunhas. Ao falar aos senadores, ele teceu críticas à postura do advogado em questão e à própria Ordem. Segundo o senador, a entidade precisa mostrar nesse caso a mesma veemência com que atua em outras situações. O tema da pedofilia é gravíssimo e necessita de atuação firme dos órgãos públicos e das autoridades para combatê-lo sem tréguas. Não cabe qualquer posição dúbia em situações que lidam com a segurança de pessoas, com a proteção da vida humana. A conduta hedionda daqueles que abusam de indefesos tem de ser punida exemplarmente ? após investigação com embasamento e seriedade. Estamos diante de um caso desses. Ao mesmo tempo, o perigo da generalização e da banalização de acusações, e até de meras insinuações, é algo intolerável. Se leviandades e ilações prevalecem sobre a condução de qualquer processo, estamos a um passo de um desastre em termos de resultados. Que a CPI da Pedofilia chegue ao seu desfecho com resultados que aliviem os que são vítimas, evitem novos casos e fixem paradigmas de conduta. Com seu importante papel histórico ? inquestionável ? a OAB certamente está ao lado desse entendimento.