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Trag�dia do ver�o

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Repetindo, e piorando, o drama dos verões passados, o fantasma da dengue aterroriza os brasileiros e especialmente os alagoanos. Os números indicam uma sensível piora em relação ao ano passado, com saltos percentuais que superam os 1.000% em determinados casos. As notificações pularam 428% entre os primeiros meses dos anos de 2009 e 2010. E os casos que exigiram tratamento intensivo em hospital especializado saltaram de cinco para 57, sendo que a contabilidade específica dos casos oficialmente considerados graves tiveram uma verdadeira explosão, crescendo em 4.680%! E a batalha foi perdida em 10 casos de óbito, sendo cinco registrados em Rio Largo, área da chamada ?Grande Maceió?. Uma tragédia imensa que precisa provocar, além de dor e lágrimas, respostas eficientes, diretas e perceptíveis, comprovadas por pesquisas cada vez mais amplas e detalhadas sobre a realidade da saúde do público. Planos mais ousados e intervenções mais drásticas precisam ser feitas sem demora. Além da ofensividade redobrada nas campanhas de educação e prevenção contra a dengue, faz-se indispensável um recrudescimento das ações de combate aos potenciais focos de reprodução do mosquito transmissor, especialmente fazendo o uso das autorizações legais de busca em domicílios fechados. Mais preocupante que os terríveis índices registrados é a perspectiva de manutenção desse vetor ascendente de doença e morte causadas pelo Aedes aegypti, visto que as condições de reprodução desse agente transmissor continuam sendo as mais favoráveis em toda Alagoas e especialmente nos principais centros urbanos. Antes que no próximo verão essa infelicidade se repita, as autoridades responsáveis pela saúde pública estão chamadas a cumprir com mais eficiência sua missão em defesa da vida.

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