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Opinião

Um time inicial

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Em boa hora, mesmo padecendo de uma demora histórica em decisões estratégicas nessa seara, o governo brasileiro anunciou uma série de medidas destinadas a ?turbinar? o combate ao tráfico nas áreas de fronteira. Não é de hoje que o tráfico, especialmente de drogas, se move com desenvoltura pelas extensas fronteiras do Brasil. As vastas regiões florestais, ao mesmo tempo em que representam a esperança da preservação de alguns dos mais importantes biomas do planeta, favorecem o trânsito dos mais variados produtos contrabandeados, sendo destes as drogas e as armas os mais nocivos. No início desta semana, o governo brasileiro confirmou a instalação de 11 bases antitráfico situadas ao longo das fronteiras do nosso País com a dezena de nações com os quais temos limites comuns. Sintomaticamente, o anúncio foi feito na fronteira com o Paraguai, área onde o tráfego do tráfico é historicamente o mais intenso e fortemente marcado pelo contrabando de produtos industriais. Pela fronteira paraguaia o volume mais perigoso contrabandeado parece ser o armamento. As drogas, aparentemente, usam outras rotas e distintas áreas. Tão ampla e especializada é a movimentação do tráfico que só poderemos almejar sucessos expressivos neste combate se o Brasil for capaz de implementar um programa digno da amplitude de nossas fronteiras. Os 11 postos anunciados, número suficiente para um time de futebol, não é bastante nem para um ?racha? com os traficantes internacionais. Além das florestas e das áreas mais densamente povoadas, nosso vasto litoral merece uma atenção mais que especial, o que significa equipamentos modernos para a Marinha e para as forças policiais estaduais especializadas no patrulhamento das praias. Os 11 são um bom começo, mas esse time precisa ser multiplicado com urgência.

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