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Governos s� cedem sob press�o

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A política administrativa brasileira ou internacional só atende as reivindicações dos servidores públicos ou da rede privada quando esses usam da força sindical com apoio dos órgãos da imprensa. Os funcionários ou funcionárias regidos sob os aspectos estatutários que direcionam seus direitos e deveres para com os setores a que estão subordinados são respaldados na Lei Maior do nosso País que garante o movimento grevista dentro do princípio legal sem ferir ou atropelar direitos de outrem. Evidentemente, quando nos referimos a servidores e servidoras públicas deixamos evidenciados que os mesmos ou as mesmas ali chegam por intermédio de concursos, onde concorrem centenas e milhares de pessoas, cuja ascensão aos cargos concorridos nada devem à terceiros, senão aos seus méritos pessoais. Acontece que, existindo defasagem salarial em decorrência da majoração do custo de vida imposto de maneira cruel ao nosso povo, torna-se de uma maneira imperativa urgente adequação dos salários percebidos ao desenfreado aumento nos preços dos alimentos e de um modo especial nos segmentos de apoio para a sobrevivência do ser humano. Como consequências das greves, surgem tumultos e muitas das vezes agressões físicas e morais aos mantenedores da ordem e consequentemente às autoridades constituídas. Os gestores públicos alegam de imediato a impossibilidade na concessão de melhoria salarial pleiteada considerando a Lei de Responsabilidade Fiscal de sigla LRF que disciplina a política administrativa dos governos no tocante às finanças. Com esta justificativa nada é equacionado e as agitações decorrentes das greves começam a tomar vultos. Diante desse quadro, a classe de servidores fica no aguardo de dias melhores e na esperança das promessas governamentais. E os familiares da classe de funcionários quem os assistirão para suprir gêneros alimentícios e outras necessidades? Dizem os mandatários: Deus proverá, confiem no Senhor! A esperança é aguardar o momento quando os cofres estiverem abarrotados de dinheiro, assim falam os chefes dos governos de modo geral. Bom seria que essas autoridades vivessem o dia a dia de um pai de família para cumprir com suas obrigações com relação aos filhos e esposa, faltando tudo para sobreviver. O direito à greve é constitucional e contundente no cumprimento da política salarial brasileira com referência aos abnegados trabalhadores e trabalhadoras da nossa Pátria, restando apenas que cada um cumpra com o seu dever, inexistindo destarte a contumaz pressão que são alvos os governantes. (*) É advogado (e-mail: [email protected]).

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