Opinião
A educa��o municipal
Durante alguns anos fiz parte do movimento estudantil em Alagoas, a começar pelo grêmio estudantil da Escola Estadual Miram Marroquim. Depois ingressei na direção estadual da Uesa, União dos Estudantes Secundaristas de Alagoas, como secretário-geral, e junto com alguns militantes tiramos a entidade das mãos de muitos que apenas ingressavam no movimento estudantil para ganhar dinheiro, ou até mesmo status políticos. Depois ingressei nas articulações da vida. Já no mundo acadêmico participei de muitos eventos promovidos por algumas entidades estudantis, até participei, em união com os estudantes da Uncisal, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, do fechamento da reitoria da mesma, para reivindicar alguns benefícios para a classe estudantil que até então estava desfavorecida. Mesmo eu sendo do movimento, apoiando algumas medidas tomadas pelas classes estudantis, trabalhistas e sindicais, sou favorável ao diálogo e à negociação. Que ninguém saia prejudicado em certas atitudes que em muitas das vezes consideramos importantes, o que é o caso da greve dos servidores do município de Maceió, em especial os servidores da educação. O que antes era motivo de orgulho no município, hoje é motivo de revolta, pois são 53 mil estudantes prejudicados, jovens esses que são de famílias humildes e que não têm condições de estudar em escolas particulares, sendo vitimas desta greve, que por um tempo indeterminado prejudicara a vida estudantil dos alunos. Está mais do que notório que esta greve é uma articulação política, em defesa única e exclusiva de ideais político-partidários, que deixou de ser em âmbito estadual, pois isso acontecia com bastante frequência na rede estadual de ensino, para enfraquecer os gestores, agora brigam por reajustes ?salariais, aumento no efetivo?, esquecendo dos maiores prejudicados, que são os estudantes. Claro que os professores não estão nem aí, já estão formados mesmo, não precisam mais frequentar a sala de aula para estudar o ensino fundamental, pois o município só oferece esta modalidade, só se preocupa com o próprio umbigo e com as alianças, que a partir desta mobilização podem aparecer. Isso é ótimo ?para eles?. E para a classe estudantil? Com certeza um inferno. E o movimento estudantil em Alagoas, as entidades que representam os estudantes, a começar pela Uesa, o que estão fazendo para defender os estudantes? Será que a entidade que em outrora os representou, hoje virou a casaca, e está contra os interesses dos que deveriam ser favorecidos? A Sociedade quer uma resposta. Nesta situação, o que se é preciso é deixar de interesses político-partidários e desempenhar a função de educador com amor e com a esperança de que os jovens que passam pela educação publica possam se tornar pessoas importantes do amanhã, e que os representantes das classes estudantis defendam os estudantes e deixem de se preocupar com outras coisas. (*) É estudante de Jornalismo e poeta popular de Alagoas.