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Opinião

Irresist�vel ascenso

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Fenômeno extremamente positivo, a inclusão social experimentada pelo Brasil nos últimos anos merece redobrada atenção para que se consolide não como fenômeno localizado e sim como crescimento econômico sólido e continuado. Reportagem publicada anteontem com o sugestivo título de ?A classe C vai às compras em Alagoas? apresenta, de forma resumida, os benefícios desse processo de inclusão e ascensão social. Essa mobilidade tem garantido um fluxo ascendente nas camadas sociais menos favorecidas de tal forma que, ao galgar uns degraus acima, segmentos das ?camadas D? são sucedidos, nos espaços deixados vazios, por integrantes de segmentos antes menos aquinhoados. Confirma-se assim uma corrente de melhoria nas condições de vida e consumo de parte da população brasileira. Alagoas, integrada nesse cenário, pode festejar a marca de 400 mil pessoas que ultrapassaram a linha da pobreza. Reconhecendo-se a defasagem alagoana em relação ao resto do Brasil, é justo que, além de comemorar, o alcançar dessa marca sirva como incentivo para que esses resultados sejam multiplicados em nossa terra. Segundo estudos socioeconômicos, as ?classes C e D? representam, em Alagoas, atualmente, um potencial de consumo na ordem de R$ 9,8 milhões. Um número considerável, posto as dificuldades crônicas do tecido social alagoano frente à brutal concentração de renda que flagela o povo de Alagoas desde priscas eras. A importância deste processo ascendente pode ser mesurada através dos números de integrantes das faixas de renda em nosso Estado, pois enquanto as camadas A e B contam com aproximadamente 3% da população, os segmentos C e D respondem por 39% dos viventes em Alagoas. Mais alvissareiras ficam as perspectivas se imaginarmos a inclusão da ?Classe E? ? que representa 58% do povo alagoano.

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