Opinião
Hist�rias hilariantes
O consagrado jornalista José Elias, informado que o autor deste artigo iria a Moscou pediu-me que trouxesse uma camisa do presidente Vladmir Putin para o advogado José Soares, o famoso cientista político Joinha. Visitei o quartel-general da famosa KGB, naveguei no Rio Moscow, revi a Praça Vermelha, ingressei no Kremlin e fui ao calçadão da rua Máximo Gorki para comprar a lembrancinha para o nosso amigo comum. Distraído, ao ver desfilar belas loiras no calçadão da capital russa, entrei na primeira loja, peguei a primeira camisa e fui para o hotel onde estava hospedado. Ao chegar a Maceió carinhosamente passei a encomenda às mãos do Joinha. Ele alegremente foi logo desembrulhando o pacote e vestindo a camisa, mas ao invés da figura do pequeno Vladmir Putin, a enorme camisa tinha estampada no peito a figura do gigante presidente Boris Yeltsin. Joinha, combativo advogado, não se fez de rogado, desfilou na praça da Assembleia Legislativa com a bela indumentária. Quando os amigos perguntavam por que camisa tão grande, ele respondia: ?O Villar ao invés de trazer uma do Putin que é do meu tope. Veio com esta do gigante Boris Yeltsin, que parece mais um abadá. Vou pra Bahia, desfilar no bloco da Ivete Sangalo?, soltando uma bela gargalhada! Viajando pelos Estados Unidos de automóvel, dirigido pelo meu filho André, depois de passarmos por San Diego e Los Angeles, a noite nos aproximávamos de São Francisco da Califórnia. Sonolento, disse para o Deco (apelido de família), siga ?downtown é a via para o Centro da cidade.? ?Papai, papai,? acordei preocupado! ??Estou achando este lugar muito estranho, esquisito, misterioso?. Na verdade era Oakland, zona portuária muito perigosa dominada por gangues. Quando percebi o perigo mandei acelerar o carro, pegando uma alça do elevado em direção a Los Angeles de onde tínhamos vindo.?Papai, estamos voltando para o mesmo lugar?. Depois eu lhe explico, vamos, vamos, acelere mais, eles estão vindo em nossa direção. Fizemos o retorno numa cidade próxima, a uns 50km, voltando para o centro da bela São Francisco onde pernoitamos sossegados. Dia seguinte visitamos a famosa Prisão de Alcatraz. Ao descobrir a célula onde ficou preso o famoso Al Capone, curioso, penetrei no seu interior para ver detalhes. André meu filho fechou o portão e me deixou preso. Gozador e forte como um touro só me libertou quando afirmou que era o castigo pelo susto que havia passado na noite anterior. (*) É ex-deputado, ex-senador e ex-governador do Estado de Roraima.