Opinião
BR-101 na berlinda
Num momento onde a polícia alagoana coleciona pontos positivos com prisões de suspeitos de integrarem quadrilhas de assaltantes a bancos, esses avanços bem que poderiam estimular todos os componentes da Defesa Social para partirem, unidos, ao ataque contra o crime organizado. Reportagem publicada anteontem, de autoria do jornalista José Maurício Gonçalves, mostra os ululantes riscos da estratégica BR-101. Vulnerável à ação dos salteadores, a rodovia vai se consolidando como alvo preferencial, apesar das ações preventivas por parte das forças policiais. Pelas informações repassadas pelas autoridades, pode ser percebida uma diminuição no número de ocorrências. Mas muito ainda precisa ser feito contra os bandidos de estrada. Duas vertentes deveriam ser perseguidas cotidianamente: ações preventivas criativas, baseadas na experiência acumulada (segurança no trânsito de informações, trechos percorridos em comboios, uso permanente de sistemas de comunicação...) e investimentos em tecnologia de rastreamento on-line, o que possibilitaria uma cobertura permanente sobre toda a área de risco. Essas duas vertentes básicas da segurança têm de ser reforçadas, especialmente, na esperança de modernização e duplicação das pistas de rolamento da BR-101 (uma tendência nacional que chegará aos trechos alagoanos dessa rodovia mais cedo ou mais tarde). O mais importante é o abandono da política da lamentação e/ou da deformação ?sindicalista? onde as pautas de reivindicações (justas, na maioria) findam como desculpas para a inação. Dificultades como problemas salariais e carência de equipamentos não podem nem devem obstruir a iniciativa policial. A BR-101 e todas as demais áreas de risco têm de ser prioridades cidadãs, acima de todas as dificuldades reais e das políticas corporativas.