Opinião
O crime n�o compensa
O estudo da criminologia requer conhecimentos sociais e psicológicos da criatura humana na sociedade. Diversas correntes procuram explicar os motivos que levam o homem à prática criminosa. Há quem diga que o mesmo nasce bom e seu habitat o corrompe; enquanto outros afirmam que já nasce mal com seus caracteres biopsíquicos genéticos. De qualquer sorte todo estudo da criminologia busca fazer uma análise no homem como um todo, isto é, corpo, consciência e subconsciência, não desprezando as sua origens hereditárias, pois queiramos ou não têm influências no seu caráter. Se retrocedermos aos primórdios que povoaram este planeta, mas precisamente ao teor contido no primeiro livro da bíblia conhecido por Gênesis, encontraremos a execução do primeiro homicídio, quando Caim matou Abel. A partir daí passamos a ter consciência da palavra crime, até então desconhecida. Os tempos evoluíram. A sequência dos incomensuráveis séculos voaram tais como os pensamentos que passam por nossas mentes. Dizem os sociólogos que somos lobos de nós mesmos, porém cada um com a diversificação material e espiritual que é dotado. O cientista e criminologista Cesare Lombroso, mas conhecido como Lombroso, definiu o criminoso com os caracteres físicos que lhe são possuídos, onde afirmava que todo homem cujas características apresentassem protuberância occipital, órbitas grandes, testa fugidia, arcos superciliares excessivos, zígomas salientes, prognatismo inferior, nariz torcido, lábios grossos, arcada dentária defeituosa, braços excessivamente longos, mãos grandes, anomalias dos órgãos sexuais, orelhas grandes e separadas, polidactia era considerado necessariamente tendencioso à prática delituosa. Não se sabe que levou Lombroso a tal conclusão nos estudos científicos e pesquisas realizadas com referência à personalidade delituosa do homem. Nos dias atuais a tese lombrosiana pouco representa para os estudiosos e pesquisadores da criminologia, porque se assim não fosse a terra já estaria completa de assassinos. O ideal consiste estarmos em paz com o nosso ego e com a nossa consciência, visto que o restante chegará por acréscimo. Ao concluirmos este assunto tão polêmico, afirmamos com todas as letras que o crime não compensa, quer contra a pessoa ou em desfavor dos bens e finanças particulares ou públicas, considerando ser a vingança, o opróbrio da humanidade, enquanto que a improbidade administrativa, a antítese perfeita de uma administração ideal capaz de produzir benefícios para um povo carente e sofrido que luta por uma justiça que parece mais uma utopia. Crimes praticados por vinganças, assim como enriquecimentos ilícitos constituem pesadelos que inquietam a mente humana, transformando homens e mulheres em pessoas perturbadas. (*) É advogado.