Opinião
Hora da solidariedade
Novamente Alagoas vive uma grande tragédia causada pelas cheias. Desta vez as perdas materiais e humanas são mais extensas e dolorosas que nas últimas enchentes, até porque a surpresa foi um fator complicador associado ao inusitado (e repentino) aumento do nível dos principais rios na Zona da Mata. Não se sabe ainda, com precisão, a quantidade de mortos. A extensão do número de desaparecidos e as imagens da destruição urbana causam um fundo impacto e fornecem uma ideia aproximada da dimensão da tragédia. Numa decisão amadurecida as principais lideranças políticas alagoanas compareceram juntas à reunião extraordinária de trabalho com o presidente da República onde foi analisada a realidade da catástrofe que se abate sobre Alagoas e Pernambuco. Um gesto de priorização da cidadania e do humanismo, relegando a plano secundário as diferenças partidárias e as disputas eleitorais. O socorro à população alagoana está em primeiro lugar. Essa atitude de união e solidariedade precisa ser ainda mais espalhada para todas as camadas sociais alagoanas capazes de contribuir, de alguma forma, para a minoração do sofrimento das pessoas flageladas por essa intempérie. Não se discute a primazia e as condições de intervenção dos poderes públicos. Governo federal, governo estadual e prefeituras estão dando demonstrações claras de atenção ao problema e rapidez nas respostas. Os principais aportes para o amparo às vítimas e para a reconstrução (de parte, pelo menos) do que foi destroçado pela força das águas virão dos erários (federal, estadual e municipal), isso é claro. Mas é indispensável um maior engajamento da população neste esforço solidário. Doações estão sendo feitas, mas muito mais ainda pode ser realizado. Roupas, cobertores, água potável, alimentos... Tudo isso ajuda a salvar vidas.