Opinião
Solidarismo aut�ntico
Da tragédia que se abateu em vários municípios do nosso Estado, bem como no nosso vizinho Pernambuco, com as últimas enchentes ultimamente verificadas, ceifando centenas de vidas, deixando ao total desabrigo centenas de famílias, ao relento do tempo, privadas do mínimo alimento, destruindo casas e casebres, pontes e estradas, veículos e objetos outros, na hora agônica, aflorou, desde o primeiro minuto, o verdadeiro solidarismo, o ajuda teu irmão, de todos os alagoanos e de irmãos de alguns Estados da Federação Brasileira. Governos federal, estadual, e municipal, poderes constituídos do Estado, Exército, Marinha e Aeronáutica, Polícia Militar de Alagoas, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Comissão de Defesa Civil, Arquidiocese de Maceió, Organização Arnon de Mello, OAB/AL, a mídia estadual, através da televisão, jornal e rádio, igrejas evangélicas, empresas privadas e entidades outras, todos, juntaram-se num ato solidário e autenticamente cristão, formando uma corrente puramente fraterna em favor daqueles vitimados pela terrível calamidade. Todos mobilizados num verdadeiro SOS aos seus irmãos alcançados pelo flagelo. E o importante, os vitimados ajudando-se entre si. Verdadeiro espírito de solidariedade que é qualidade do solidário; responsabilidade ou dependência mútua que se estabelece entre duas ou mais pessoas; estado de duas ou muitas pessoas obrigadas umas pelas outras e cada uma por todas. É o verdadeiro solidarismo. Após a fase diluviana, vem a hora de reconstruir o que foi destruído. Parece-nos que as forças vivas da Nação, do Estado e dos municípios estão unidos num só objetivo para casos dessa natureza, a fim de que, com a necessária urgência, os recursos sejam liberados, o que significa a sobrevivência dos vitimados pelas enchentes e na reconstrução dos seus bens destruídos. A calamidade que passou deixa mais uma vez uma clara advertência para os nossos governantes, no sentido de uma efetiva e eficaz prevenção de tais calamidades. Não sabemos até quando serão ouvidos os estudiosos sobre o assunto em tela, quando prevêem tais acontecimentos cíclicos, quer de enchentes, quer de secas. O momento agora é de se juntar forças para ultrapassar as dificuldades e seguir adiante. É o que esperam os atingidos pela tragédia para retornarem aos seus lares, mesmo abatidos, agradecendo a Deus e a todos, indistintamente, aos que vieram em seu socorro. Aí está realmente o verdadeiro solidarismo! (*) É procurador de Estado, aposentado, e membro do Ihgal.