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Novamente, sobe o volume dos rios em Alagoas. Exatamente os mesmos cursos d?água que sofreram a grande enchente há poucos dias voltam a assustar as populações ribeirinhas. E, mais uma vez, a questão estratégica da prevenção volta a ser prioridade na pauta de respostas à catástrofe. Teorias conspiratórias também estão transbordando especialmente pela internet e dando conta da desconhecida existência de açudes nordestinos tão gigantescos que seus sangramentos teriam sido capazes de gerar cheias tão caudalosas como nunca dantes na história deste País. Mas, ficções à parte, a verdade é que as características da recente inundação foram inusitadas e terríveis. Verdadeiro também é o fato de que, mesmo que tenham sido inesperadas e extraordinárias as enchentes seguiram os naturais caminhos das águas, percorrendo as mesmas calhas dos mesmos rios que sempre transbordaram nessa época do ano, por anos a fio. Como nunca dantes, portanto, está clara a indispensabilidade de políticas preventivas. A primeira das prevenções é afastar a malha urbana e equipamentos essenciais dos perímetros propensos às cheias. A legislação estadual precisa auxiliar aos municípios e superpor-se às próprias normas municipais e determinar áreas non aedificandi, assim como normas preventivas para pontes, viadutos, rodovias e ferrovias cujos trechos estejam localizados nessas áreas de risco. E esta preocupação não é para amanhã, afinal a reconstrução teria de começar ontem. Hoje e sempre é o tempo para retomar a preocupação preventiva. Socorrer as vítimas é prioridade, mas é igualmente prioritária a implementação do esforço reconstrutor, afinal a retomada da normalidade é essencial para todos os atingidos pelo flagelo das enchentes. Reconstruir com atenção às lições da vida é uma questão de inteligência e sobrevivência.

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