Opinião
Inunda��es e suas consequ�ncias
Os estudos da meteorologia têm de uma maneira categórica chegado à conclusão técnica que o volume de chuvas caído nesses últimos dias na região da zona da mata não ultrapassou previsões meteorológicas indicadas. Têm afirmado os especialistas no assunto que o aumento assustador dos níveis dos rios Paraíba, Mundaú e o Canhoto não decorreram necessariamente dos excessos de chuvas. É uma assertiva fundamentada em estudos e dados por pessoas habilitadas em tal mister. Façamos uma rápida retrospectiva das enchentes ocorridas nos anos 1949, 1969, 1988 e 1989 onde as mesmas cidades atingidas pelas águas foram vítimas de inundações, inclusive à época São José da Lage e Pilar que tiveram consequências incalculáveis como óbitos, desabrigados e epidemias as mais cruciais. Sempre a natureza penalizando as pessoas que residem às margens desses rios. Merece registro as presenças ao vivo do primeiro mandatário do nosso País e alguns ministros verificando in loco a maior tragédia ocorrida em Alagoas até os nossos dias. Jamais nenhum presidente da República esteve presente em catástrofe semelhante, só isso ocorreu com o político operário, com o cheiro de povo, Luís Inácio Lula da Silva, o popular Lula, que entra na nossa História. A solidariedade tem sido unânime, só não concordamos com os gastos excessivos de alguns prefeitos nas comemorações juninas com exibição de bandas as mais sofisticadas, enquanto a população atingida pelas águas tinha como som o canto das jias e dos sapos, como iluminação o pisca-pisca dos vagalumes e como abrigo, barracas ou o próprio céu aberto. Mas o Deus que permitiu que tudo isto acontecesse, esse mesmo Criador proverá no sentido de tudo voltar à normalidade. É oportuno e imperativo lembrar nesta oportunidade para que o povo fique alerta quanto aos aproveitadores de vantagens e o pior, aqueles que ao invés de ajudarem irão maldosamente se locupletarem com as ajudas financeiras destinadas à recuperação das cidades e até mesmo com bens materiais. Isto posto, ficaremos atentos, como atalaias, no sentido de coibirmos ou até mesmo neutralizarmos quem quer que seja que infelizmente queira usufruir benefícios em detrimento da miséria porque estão passando os nossos irmãos e irmãs que foram tragados pela águas impiedosas dos Vales do Mundaú e Paraíba. (*) É advogado e membro da Associação Alagoana de Imprensa.