Opinião
E agora candidatos, pol�tica ou politicagem?
Alagoas, como os demais estados federativos e a nossa Pátria, vive nesta época de campanha eleitoral o mundo da incerteza, ilusão, demagogia, ingratidão, improbidade, ausência de caráter e tantos outros adjetivos que consumiria o espaço que temos nesta página, visto que mesmo recorrendo ao renomado gramático Aurélio Buarque de Holanda faltar-nos-iam adjetivos que traduzissem esta fase crítica pré-eleitoral que nada de benéfico oferece ao nosso povo, senão baixaria de uns contra a moral de outros, comportamento desaconselhável aos homens e mulheres que vivem em sociedade, afrontando desde modo aos lares e às famílias brasileiras por intermédio dos órgãos de comunicação. As convenções políticas que credenciam os candidatos aos cargos eletivos às eleições do próximo dia 3 de outubro, indicam unicamente à Justiça Eleitoral os políticos habilitados que deverão concorrer ao pleito, desde que tenham em seus currículos fichas limpas, anseio de toda Nação brasileira, que sob comoção assim se levantou. Durante a campanha procurarão os profissionais da política os órgãos de comunicação, bem assim os comícios a serem realizados nas ruas e avenidas para demonstrarem destarte propostas contendo seus futuros planos de administradores e legisladores. A palavra política tem significação sociológica que visa redemocratizar uma sociedade dentro de um patamar ideal de sobrevivência e bem-estar. Política é ainda a sublime arte de governar dentro dos padrões da ordem, moral e da sociabilização de um povo. Porém, infelizmente nos tempos atuais mudou de significação, servindo mais fácil de caminho para enriquecimento ilícito e aquisição de status para quem ama o poder e pretende tornar-se imune às penalidades previstas na lei substantiva penal. Não entendemos o interesse do político de investir maciçamente fortunas na busca de um cargo eletivo. Achamos que lá no parlamento ou no governo deve jorrar leite e mel. É em função disto que o Ministério Público tem realizado uma fiscalização contínua e contundente sobre todos aqueles que agridem aos cofres públicos. Já está na hora do Brasil adotar no seu sistema educacional faculdades de formação política, a fim de amenizar a delinquência financeira e patrimonial que campeia neste torrão brasileiro. Evidentemente, existe um bom número de políticos que ainda honra o voto recebido, no entanto, essa boa parte é sufocada pelas mazelas praticadas por aqueles e aquelas que buscam na política o caminho melhor para construírem patrimônio e se locupletarem, acarretando prejuízos irreparáveis para o erário e para o povo brasileiro, assim como para este Brasil que nos últimos oito anos tem se projetado no cenário internacional como sendo uma das grandes potências do nosso planeta por meio dos empreendimentos e participações nos encontros dos países de primeiro mundo. (*) É advogado.