Opinião
Torcendo para 2014
Para fazer ainda mais dinâmico o mundo do futebol, a final da Copa do Mundo 2010 será disputada por duas seleções que nunca amealharam esse troféu. A mais recente conquista semelhante foi em 1998, quando a França ergueu a taça. Antes, num intervalo de tempo ainda maior, a Inglaterra sagrou-se campeã em 1966. Em duas ocasiões a Holanda disputou a finalíssima, nas copas de 1974 e 1978. A Espanha tem esta chance pela vez primeira. Um momento importante, por esses condicionantes, para o futebol mundial. Uma partida que deverá ser assistida com alegria e atenção especiais por parte da maioria do público globalizado. Para o Brasil, situado no topo do ranking das copas do mundo, com cinco campeonatos e dois vices-campeonatos, o resultado - na falta da sexta estrela - é o menos negativo, pois nenhum dos históricos rivais conseguiu acrescentar mais um título a seus escudos estelares. Menos mal. Os caminhos percorridos pelas seleções da Holanda e da Espanha, assim como as estratégias adotadas por Uruguai e Alemanha, especialmente esta última, devem ser objeto de consideração por parte dos cartolas brasileiros. Menos estrelismo, mais espírito de equipe, menos politicagem, mais garra, menos estresses e maior ousadia para aproveitar os talentos dos praticantes do chamado futebol-arte são lições que merecem ser aprendidas pela CBF. Redobradas responsabilidades estão postas sobre os ombros brasileiros para a Copa 2014. Maior dentre todos os pesos está o fato de do Brasil ser a sede. Lembrai-vos do ?Maracanazo? de 1950! Impossível esquecer, assim como não é possível olvidar o ônus de ser pentacampeão. Menos mal, pois isso obriga a cartolagem tupiniquim a redobrar suas preocupações com o próprio futuro. Nos dias em curso resta-nos a despreocupação de escolher por quem torcer na finalíssima desta Copa.