Opinião
O jogo j� come�ou!
Nunca é demais repetir: Imensas são as responsabilidades brasileiras por sediar a Copa do Mundo de 2014. Poder-se-ia dizer, com correção, que ?todo mundo sabe disso?. Mas nos é necessário saber, efetivamente, disto. Não basta tomar conhecimento, muito menos é suficiente achar que o Brasil é a ?pátria do futebol? e que, ?em casa?, nosso show estaria garantido. Antes de chegarmos ao futebol propriamente dito, é indispensável lembar que todo evento global é, em primeiro lugar, um momento privilegiado de e para negócios. Tempo de grandes riscos, portanto. O mito dos negócios da China, onde o ganho máximo é o mínimo que se pode esperar, é uma estultice típica da cabeça estreita dos que se consideram sabidos mas, em verdade, pouco enxergam além de seus narizes. Muito o Brasil tem condições de ganhar com a Copa 2014, é ululante. Mas é evidente que para transformar em realidade esse gigantesco potencial teremos que jogar como craques de verdade, teremos que atuar em sincronia, como um time bem treinado e altamente profissionalizado. Antes de entrar em campo para o primeiro jogo da Copa de 2014 o Brasil tem que ser vitorioso nos jogos da organização, da construção da estrutura e da infraestrutura para este gigantesco evento, um acontecimento de dimensões superiores ao próprio futebol. Além dos estádios, teremos de tornar impecáveis todos os equipamentos públicos e privados que tenham a ver com o monumental movimento das torcidas, sejam visitantes ou nativa. Aeroportos, portos, estradas, hotéis, estádios e suas cercanias... tudo tem que estar irrepreensível, e mais ainda, temos que superar, com uma rapidez nunca vista antes na história deste país, deficiências estratégicas nas áreas da educação, urbanidade, saúde, segurança pública e outras tantas que seguem sendo gols contra o nosso povo. E, depois disso, ganharmos a sexta estrela!