Opinião
E agora Bruno?
Menino pobre, abandonado pela mãe, criado com a avó, mas superou tudo, movido por um dom que Deus lhe deu para facilitar-lhe a superar as dificuldades: o futebol! A vida é assim, nós viemos ao mundo com o destino traçado, Deus, porém, nos dá o livre arbítrio para melhorarmos ou piorarmos , através de nossas atitudes..E foi isso que você fez, pelo menos era o que nos parecia, aproveitar o dom e as oportunidades tornando-se um excelente jogador de futebol, famoso, querido, salário nas alturas, ídolo de um dos clubes mais queridos do Brasil, dizem! Não acho, sou vascaíno! O que o levou a mudar de comportamento? Ou você é isso, sempre foi, apenas enganou o tempo todo? A princípio, ao reencontrar a mãe depois de longo período de separação, ao parecer tê-la perdoado e entendido seus motivos, posterior e rapidamente a abandona. Vingança, troco ou mau caráter, a verdade é que foi o primeiro sintoma de que não eras o homem ídolo que tanta gente acreditava. Por trás daquele semblante meigo, confiável, boa aparência, escondia-se um ser humano perverso e frio, além de envolvido com pessoas da pior espécie. Seu crime, Bruno, não tem perdão! Matar ou mandar matar, o que é a mesma coisa, um ser humano, ainda por cima mãe de um filho seu, da maneira bárbara, monstruosa e desumana como foi praticado chega a causar náuseas só em falar quanto mais relatar. Se fosse você colocado em uma cela escura e todos os dias fosse desossado um pedaço seu, ainda era pouco. E agora Bruno? Por causa de uma mísera, comparada aos seus ganhos, pensão alimentícia de R$ 3 ou R$ 4 mil, você perdeu dez ou quinze vezes mais que isso mensalmente, encerrou prematuramente sua brilhante carreira no futebol, perdeu a idolatria dos admiradores ( muitos devem estar lhe odiando) e principalmente a liberdade. Valeu a pena, cara? Imagine algumas dezenas de anos atrás das grades, vendo o futebol pela TV, seus ex-companheiros fazendo sucesso, o tempo e a vida passando lá fora, seu filho com Elisa crescendo, e quem sabe herdar-lhe o dom da bola , tornar-se um senhor jogador de futebol. Você, então, a distância vendo o filho rejeitado tornar-se um ídolo sem sua participação, sem sua presença, serás um mero espectador anônimo. Com certeza vai doer e mais ainda pelo peso dos anos. Bruno, que o diabo tenha compaixão de ti, porque Deus com certeza não te olhará, já fez a parte dele e você não aproveitou. Que a justiça dos homens seja exemplar, sem progressão de pena ou liberdade condicional. Que a tragédia de Elisa seja um exemplo para muitas garotas que correm atrás de famosos sem se preocupar se esses ídolos são de barro ou de aço, e mesmo os de aço não quebram, mas enferrujam. (*) É bel. em História e empresário.