Opinião
Cesta b�sica, e baixa
Recuos nos preços sempre é uma boa notícia. Até para quem vende, pois a redução do preço de uma peça representa, normalmente, a multiplicação dos exemplares consumidos, o que ao fim e ao cabo, significa maior circulação de riqueza e ampliação do lucro como um todo. Quando essa diminuição diz respeito ao cobrado pela cesta básica, os efeitos sociais positivos tornam a nova ainda mais alvissareira e entusiasmante. Apesar de discreta, quase imperceptível, por situar-se na ordem de 0,004% esse recuo no valor da cesta básica em Maceió tem o grande mérito de confirmar uma tendência de queda. Esta tendência redutora é uma das mais importantes referências para o alinhamento dos anseios de inclusão social com o ascenso da economia brasileira. Nem sempre o crescimento econômico corresponde a uma melhoria nas condições de vida dos menos favorecidos. Muitas das vezes, ao longo da história, esse descompasso entre o fortalecimento da economia e o enfraquecimento da base material das populações mais pobres tem, gerado crises sociais e confrontos tão indesejáveis quanto dramáticos. Rimar desenvolvimento econômico com inclusão social nem sempre é simples. Reduzir o preço da cesta básica, igualmente, não é a panacéia, nem mesmo pode ser interpretado como ?a prova? da democratização do acesso a condições de vida mais dignas para a imensa maioria da população. Muitos outros elementos devem ser considerados para a comprovação de um processo verdadeiro de redução da pobreza em um país. Mas, inegavelmente, a redução do preço da cesta básica é uma forte condicionante. Para Alagoas, um dos estados mais sofridos do Brasil, a tendência de queda no preço da cesta básica é um elemento de grande importância social. Torcendo para que isto se confirme, esperemos a próxima pesquisa. Oremos!