Opinião
Lanterninha social
Assaz preocupante é a realidade social alagoana. Apesar do surto de crescimento econômico e melhoria das condições de vida da população menos favorecida em todo o Brasil, nosso Estado ainda amarga a pior das posições no segmento pobreza absoluta, assim como ostenta o mais lento dentre todos os movimentos de ascenso social nessas faixas. A notícia vem na sequência do anúncio de queda do preço da cesta básica em Alagoas, assim como tais lúgubres números são apresentados quando o nosso Estado, finalmente, vem apresentando uma multiplicação real no número de novas indústrias e mais investimentos aqui alocados. Pelos números coletados através de estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) recentemente divulgado. Nesse relatório sobre o perfil social brasileiro, Alagoas segue sendo o Estado onde a pobreza extrema tem o maior percentual no País. O documento indica que 65,6% dos alagoanos sobrevivem na pobreza absoluta, e pior ainda: 32,3% padecem de pobreza extrema. Os dados referem-se a pesquisas realizadas entre 1995 e 2008. Apesar de pequenas alterações estarem sendo registradas, essas mudanças estariam aqui acontecendo no ritmo mais lento dentre todos os estados brasileiros. O otimismo é tal com a velocidade no combate à miséria no Brasil que o Ipea já especula com sua erradicação, apontando os estados de Santa Catarina e Paraná como situados na pole-position desta corrida pela inclusão social. Pelas avaliações do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada esses dois estados deverão alcançar a marca da erradicação da miséria ainda em 2012. Infelizmente, Alagoas marca passo neste esforço nacional, ficando para trás na corrida pela inclusão social em grande escala. Cabe aos poderes públicos a revisão de suas políticas e estratégias, de forma a reverter esse quadro.