Opinião
Fim da mis�ria?
Indo mais adiante no estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada sobre a pobreza no Brasil, apesar dos péssimos índices registrados por Alagoas, pode-se ver que os acadêmicos do Ipea apresentam uma perspectiva mais que alvissareira para o perfil social brasileiro nos próximos anos. Malgrado o posicionamento de Alagoas no ranking do Ipea, nosso Estado não estaria desconectado do destino do resto do País, o que enseja uma maior atenção das lideranças alagoanas para as teses expostas por aquele instituto. Apesar de apenas dois Estados brasileiros figurarem nesse estudo como os locais onde a pobreza extrema poderia estar eliminada em até dois anos, o oráculo do Ipea aponta para o fim do que se considera ?pobreza extrema? em todo Brasil nos idos de 2016. Para se entender a questão, define-se como pobreza extrema ou miséria ?um rendimento médio domiciliar per capita de até ¼ de salário mínimo?; em cifras de hoje, isso quer dizer R$ 127,50 para cada membro da família. Pelas previsões do Ipea, Paraná e Santa Catarina seriam os dois Estados brasileiros que primeiro deixariam de ter a execrável pobreza extrema entre suas populações até 2012. Hoje, segundo essa pesquisa, a miséria aflige apenas 5,7% e 2,8% de cada uma dessas unidades da federação, respectivamente. Em Alagoas, desgraçadamente, esse índice é de 32,2%. No cronograma estimado, Goiás, Espírito Santo e Minas Gerais não teriam mais miseráveis em 2013, enquanto São Paulo e Mato Grosso entrariam para a lista iluminada em 2014. Mantidas as características atuais de nossa economia, em 2016 era uma vez a miséria no Brasil, inclusive em Alagoas. Sonho?Os economistas do Ipea garantem que não. E nós, os alagoanos, que achamos disso? Deveríamos garantir todo nosso esforço para engajar nosso Estado nesse rumo, afinal ?sonho que se sonha junto vira realidade?.